O processo de compra de imóvel deixou de ser, para boa parte dos brasileiros, uma sequência de idas a estandes de vendas e pilhas de papel assinadas à mão.

Hoje, quem decide investir em um apartamento pode pesquisar, comparar, visitar virtualmente e até assinar o contrato sem sair de casa.

Neste artigo você entende como essa transformação aconteceu, o que os dados mais recentes do setor mostram e, principalmente, o que muitas construtoras ainda não entenderam sobre a nova jornada de compra imobiliária.

Um mercado que aprendeu a negociar imóvel sem sair de casa

O setor imobiliário brasileiro vive, em 2026, um dos períodos mais intensos de transformação tecnológica das últimas décadas. Plataformas digitais, assinatura eletrônica e sistemas automatizados consolidaram um novo modelo de negociação, permitindo que etapas inteiras do processo de compra de imóvel aconteçam de forma praticamente integral no ambiente online.

Compradores já conseguem, sem sair de casa:

⦁ Pesquisar imóveis e comparar preços, localização e potencial de valorização

⦁ Fazer visitas virtuais em 3D ao empreendimento ainda em construção

⦁ Enviar documentação e simular financiamento

⦁ Assinar contratos por meio de certificação digital

⦁ Acompanhar em tempo real cada etapa da negociação

Essa mudança, além da conveniência trouxe mais transparência e rastreabilidade para um setor historicamente marcado pela burocracia e pelo excesso de papel e mostra o quanto a transformação digital das construtoras avançou na ponta que o cliente enxerga.

A nova jornada de compra imobiliária: o que significa não ser linear?

A jornada de compra imobiliária deixou de ser linear. Antes, o comprador ia até o estande, via a maquete física e voltava outras vezes até decidir. Hoje, a jornada de compra imobiliária costuma seguir outro caminho:

1. Descoberta online, geralmente em portais e redes sociais

2. Comparação de plantas, metragens e condições de financiamento

3. Tour virtual ou uso de realidade aumentada para visualizar o imóvel pronto

4. Simulação de crédito e envio de documentos pelo aplicativo da incorporadora

5. Assinatura eletrônica do contrato e acompanhamento digital da obra

Segundo levantamento do setor, o QuintoAndar concentra cerca de 25% das buscas por imóveis feitas no Google e recebe mais de 10 milhões de visitas mensais, um indicativo de como a pesquisa inicial do processo de compra de imóvel migrou para o digital antes mesmo do contato com uma construtora, outro sinal claro da transformação digital das construtoras e das plataformas que atuam ao redor delas.

Compra de imóveis em 2026: pesquisa e dados para ficar de olho no segundo semestre

O FipeZap registrou alta de 0,51% no metro quadrado residencial em abril de 2026, abaixo da inflação do período. Já o indicador Venda Sobre Oferta, usado para medir o ritmo comercial das incorporadoras, mostrou estoques elevados entre companhias de médio e alto padrão, segundo relatório do BTG Pactual.

Ao mesmo tempo, uma pesquisa apresentada no Morada Summit 2026 mostrou que 56,5% das incorporadoras brasileiras já usam inteligência artificial em alguma etapa da operação. Entre as empresas que ainda não adotaram a tecnologia, os maiores interesses futuros são análise de crédito, projetos de engenharia e marketing comercial.

Esse contraste, estoque alto de um lado e adoção crescente de tecnologia do outro, mostra que o problema do setor é afalta de estratégia para usar essas ferramentas em favor do comprador durante o processo de compra de imóvel.

 
 
 
 
 
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Experiência do usuário e realidade aumentada é fator decisivo na jornada de compra de imóveis

Na compra de imóvel na planta, o tour virtual deixou de ser diferencial e virou expectativa básica do comprador.

Incorporadoras já usam óculos de realidade aumentada para simular, em escala real, um apartamento decorado dentro do canteiro de obras, ainda sem paredes prontas, reduzindo a dependência de apartamentos modelo físicos, que podem custar centenas de milhares de reais por unidade.

Se você já assistiu a um vídeo institucional de lançamento imobiliário, provavelmente notou como o discurso mudou: menos foco no prédio e mais foco em como será a rotina de quem vai morar ali. Isso também é parte da resposta que o mercado deu à nova jornada de compra imobiliária, mais visual, mais interativa e menos dependente de folhetos impressos

O que as construtoras ainda não entenderam sobre compra de imóveis e marketing imobiliário

Apesar dos avanços, muitas construtoras ainda tratam a digitalização como camada superficial. Portanto, sendo aplicada apenas na etapa de vendas, sem repensar todo o processo de compra de imóvel.

Para exemplificar, os principais pontos cegos observados no mercado são:

⦁ Comunicação pós-venda continua fragmentada entre e-mail, WhatsApp pessoal do corretor e sistemas internos que não conversam entre si;

⦁ Acompanhamento da obra, que poderia ser feito por aplicativo com atualizações periódicas, ainda depende de ligação telefônica em boa parte das empresas;

⦁ Poucas incorporadoras usam dados de navegação do próprio site para antecipar dúvidas do comprador durante o financiamento;

⦁ Experiência digital termina na assinatura do contrato e o cliente volta a lidar com processos manuais nas etapas seguintes.

No entanto, enquanto o mercado imobiliário digital avança na ponta de vendas, a retaguarda de atendimento ao cliente segue analógica.

Isso mostra que a transformação digital das construtoras ainda é parcial, concentrada na etapa comercial e distante do restante da jornada.

O que gera atrito exatamente na fase em que o comprador mais precisa de clareza: entre a assinatura e a entrega das chaves.

Compra de imóveis e marketing imobiliário: erros que construtoras cometem 

A transformação digital das construtoras não se resume a assinatura eletrônica e CRM.

Em muitos casos, antes de qualquer contrato ser assinado, o próprio marketing imobiliário carrega problemas estruturais que atrasam o processo de compra de imóvel.

H3: O limite do marketing na estética

Nenhuma agência consegue deixar bonito um empreendimento que não recebeu investimento adequado em boas renderizações desde a concepção do projeto. Uma renderização convincente depende de decisões tomadas ainda na prancheta, como paisagismo, iluminação natural e acabamentos reais.

Segundo a R2U, especializada em decorados virtuais, o material de vendas funciona melhor quando contratado na mesma reunião em que o projeto arquitetônico.

O limite do marketing na estética

Nenhuma agência consegue deixar bonito um empreendimento que não recebeu investimento adequado em boas renderizações desde a concepção do projeto. Uma renderização convincente depende de decisões tomadas ainda na prancheta, como paisagismo, iluminação natural e acabamentos reais e não é possível corrigir isso na fase de divulgação.

Segundo a R2U, especializada em decorados virtuais, o material de vendas funciona melhor quando contratado na mesma reunião em que o projeto arquitetônico.

A obsolescência dos materiais estáticos e showrooms

Neste sentido, vender um apartamento apenas com uma foto e a metragemdeixou de funcionar para o comprador atual.

Um levantamento da Tegra Incorporadora, citado pelo Portal Loft, mostra que 95% dos clientes já começam a busca por imóvel em canais digitais antes de pisar no estande, o que significa que a primeira impressão do empreendimento acontece na tela, não no showroom.

A ilusão da mídia paga barata

Acreditar que as estratégias de baixo custo de 2019 ainda funcionam para atrair leads qualificados é um dos erros mais comuns do setor hoje. Por exemplo, o custo por lead do Google Ads já havia subido 31% entre 2021 e 2022, enquanto a taxa de conversão caiu de 3,79% para 3,07% no mesmo período.

Em 2026, o cenário segue mais caro: os CPLs do Meta Ads variam entre R$ 15 e R$ 35, os do Google Ads entre R$ 40 e R$ 80 e os dos portais imobiliários entre R$ 50 e R$ 100, segundo a Papo Imobiliário. A Morada.ai reforça que o custo por lead qualificado costuma ficar de três a cinco vezes acima do CPL bruto exibido no painel de mídia.

Esquecer o marketing multicanal

Apostar todo o orçamento em um único canal de mídia paga é uma aposta arriscada, já que nenhuma fonte isolada entrega volume suficiente de leads qualificados.

Sendo assim, diversificar entre tráfego pago, busca orgânica, redes sociais, WhatsApp e CRM integrado é o que permite às incorporadoras sustentar o funil de vendas ao longo dos meses que o processo de compra de imóvel costuma levar, do primeiro clique até a assinatura eletrônica do contrato.

Quando renderização, vídeo e mídia paga trabalham juntos desde o início do projeto, cada real investido rende mais leads qualificados e reduz o tempo entre o interesse e o fechamento.

É nesse ponto que a SONDER atua: estruturando, para construtoras e incorporadoras, uma estratégia de marketing imobiliário que une conteúdo, dados e mídia em vez de tratar cada frente isoladamente.